Segundo o delegado Edinaldo Santos responsável pelo caso, as investigações estão avançadas. A polícia já trabalha com nomes de suspeitos e aguarda o retorno das informações cadastrais solicitadas judicialmente à plataforma Instagram.
— Quem cria uma conta ou envia mensagens deixa rastros. O Instagram, ao ser acionado por via judicial, fornece dados como IP, e-mail e telefone vinculado. Isso nos permite identificar todos os envolvidos — explicou Edinaldo Santos.
Além do criador da página, a polícia também vai responsabilizar quem usou a caixinha de perguntas para enviar mensagens ofensivas. Mesmo que o recurso seja anônimo para os seguidores, os dados ficam registrados e podem ser acessados mediante ordem judicial.
A pena para cada um dos crimes pode chegar a dois anos de prisão. Somados, podem ultrapassar seis anos, dependendo da gravidade e do número de vítimas.
Edinaldo Santos alerta também que a internet não é território sem lei. Atos praticados no ambiente digital têm consequências reais e serão punidos conforme a legislação brasileira.
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