quinta-feira, 2 de abril de 2020

ARTE EM QUARENTENA: ARTISTA PLÁSTICO SANTARRITENSE, DIDI CARVALHO, PINTA TELA EM HOMENAGEM AO PORTO DAS GAMBARRAS



O Artista Plástico Santarritense, Didi Carvalho, homenageia a região com uma viagem ao passado ao pintar uma tela onde reproduziu através de relatos e de pesquisa como seria a rotina da antiga Vila do Porto das Gambarras, que esteve ativa no município de Anajatuba até meados da segunda metade do século XX, ou seja, por volta de 1975. 

Segundo estudos universitários, por sua localização favorável estrategicamente, foi escolhido para combater a invasão francesa e sua presença também foi marcante na guerra da balaiada. 

Este era o maior porto da região durante o 
século XIX. Situado na foz do Rio Mearim. Fazia-se ali trocas clandestinas de animais, café, cana de açúcar, tabaco, cachaça e tecidos. O nome Gambarras advém de “barcos de dois andares”. Estes foram utilizados na época para transportes de pessoas e mercadorias para a capital São Luís, incluindo cerca de vinte cabeças de gado em cada viagem. Transportava também pessoas doentes, porem muitas destas não resistiam à demorada viagem que às vezes durava até quatro dias. 

Vale ressaltar que muitas pessoas de Santa Rita, ou que aqui moraram iam ao porto negociar. Uma família bem conhecida que esteve presente por lá foi a dos Torres.

Com o passar do tempo, o assoreamento natural acabou estreitando o igarapé do porto, o que inviabilizou a navegação das Gambarras. Outro fator preponderante para o fechamento do porto foi a construção da estrada que liga o povoado Colombo à sede da cidade, o que facilitou o escoamento da produção. 

Com o fechamento do porto as famílias que ali residiam migraram para outras localidades. Não existem fotografias do porto em funcionamento. E já existem poucas pessoas vivas que vivenciaram suas atividades.

Hoje o porto é apenas um lugar de memórias, onde há apenas ruínas e pequenos barcos no meio de um estreito córrego. Uma destas ruínas era a dos pais do cantor Gabriel Melônio. Gabriel lá se criou e chorou ao visitar o que sobrou da casa. 

Muitas informações sobre o porto estão nos livros “Santa Maria de Anajatuba”, “Fantasmas do Campo I e II” escritos pelo escritor anajatubense Mauro Rego.


O artista plástico autor desta obra já participou de exposições coletivas e fez duas próprias. Pintou mais de 60 telas. E muitas estão por vir.


Contatos do artista: 98 99182-7876

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