sexta-feira, 20 de julho de 2018

MORTE NO ITALUIS É ESCLARECIDA COM A PRISÃO DE UM DOS ENVOLVIDOS

Momento da simulação

Foram quatro dias de intensa investigação até chegar à prisão de José Orlando Lourenço Sales Pinheiro, vulgo “Preto”, de 24 anos. O grupo de policiais civis da cidade de Bacabeira, comandado pelo delegado Edinaldo Santos, localizou o suspeito na comunidade Santa Luzia, zona rural do município. 

José Orlando, vulgo "Preto", suspeito

Durante a abordagem ocorrida nas primeiras horas desta sexta-feira (20), o elemento não esboçou nenhuma reação, momento em que confessou sua participação no assassinato. O mesmo era quem conduzia a motocicleta usada na fuga. 

Motocicleta usada durante o crime

Ele juntamente com o primo identificado por Weslleandresson Ramos Mendes, 21 anos, conhecido por “Gongo”, que se encontra foragido, são acusados de matarem o vigilante Francivaldo Lica, enquanto prestava serviço na portaria do sistema ITALUÌS, fato ocorrido por volta das 16h45min, do último dia 16. 

Francivaldo Lica, vítima

De acordo com o que foi apurado, a motivação teria sido por conta de uma arma que a vítima vinha alugando para a dupla cometer assaltos na região de Santa Rita e Bacabeira, em posse de uma moto Biz de cor rosa, onde ficou acertado uma quantia de R$ 150,00 (Cento e cinquenta) que seria pago ao segurança por cada delito, que achando-se no direito, passou a cobrar com frequência tanto o valor, quanto o revolver que não teria sido devolvido. 

A partir dai os dois elementos resolveram tirar a vida Francivaldo com três tiros, sendo o primeiro na região da cabeça, seguido no peito e por fim em uma das pernas. 

No local onde se deu o caso, a polícia investigativa realizou com auxilio de um dos protagonistas na trama, uma simulação, com o percurso feito pela dupla até o ponto exato onde se deu a morte. 

Informações dão conta de que Weslleandresson Ramos Mendes, "Gongo", é suspeito  de cometer outros crimes, até mesmo de ter matado a própria mãe, em São Luís, mas esse detalhe ainda está sendo averiguado pela polícia, inclusive Francivaldo já havia sido alertado por alguns moradores das proximidades, sobre esse acontecimento, o que não deu muita importância.   

Weslleandresson Ramos Mendes, "Gongo", foragido
O Delegado Ednaldo Santos, associa o caso como execução, seguido de latrocínio, visto que após o ato consumado, os criminosos levaram a arma e o colete da vítima, que segundo narrativa do envolvido, seriam vendidos na comunidade São Simão, Rosário, pelo valor de R$ 3.000,00 (Três mil). 

“Uma vez esclarecido o crime, um dos autores preso e outro identificado, as ações seguintes serão apenas um detalhe. Já que é questão de horas para localizar o responsável por esse crime bárbaro, em seguida recuperar o material da empresa”, disse Ednaldo Santos.

Equipe da polícia civil de Bacabeira, envolvida na operação

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